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Ainda há esperança ?

Um dos grandes problemas enfrentados pelas empresas que precisam melhorar o setor de transportes, por incrível que pareça, é o desconhecimento das soluções disponíveis e dos recursos que podem ser empregados na sua operação de transporte. Aliado a isso, a definição de escopos e a cultura organizacional dificultam a inserção de um novo regime gerencial. O setor de transportes parece ter parado no tempo. Muitas organizações utilizam soluções antigas, básicas e totalmente desalinhadas com as necessidades atuais da empresa, do mercado e das demandas de consumo. Naturalmente, a estagnação do setor de transportes e seu envelhecimento precoce têm feito o mercado conviver, e não reagir a este drama, digno de cinema. A defasagem tecnológica associada ao desconhecimento das soluções presentes no mercado é, apenas, a ponta de um grande iceberg, que se não for observado, ocasionará o naufrágio de muitas empresas do setor, do ecossistema logístico e daqueles que terceirizam as atividades de transporte. É fundamental que uma mudança de mentalidade ocorra. Já há algum tempo, algumas empresas têm percebido a importância desta área, e conforme as regras, direcionado tanto a estrutura quanto a gestão à estratégia de negócios, globalmente canalizada na logística de custos. É capital destacar a importância da logística para a estrutura brasileira. Em 2010 o Brasil gastou R$ 391 bilhões com logística, valor que na época, representava 10,6% do PIB (Produto Interno Bruto). Para as empresas, o custo logístico representava 8,5% da receita líquida. Em 2012, a representatividade dos custos logísticos em relação ao PIB aumentou, naquele ano, os custos representaram 11,5% do PIB, cerca de R$ 507 bilhões, um aumento de aproximadamente, R$ 116 bilhões.

Entre 2014 e 2015, alinhado à série histórica, os custos logísticos continuaram a aumentar, passando de 11,5% para 11,7%. O aumento no custo para as empresas varia em percentuais mais altos. Nas empresas cujo volume de vendas é alto (R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão), os custos logísticos experimentaram crescimento de até 30%. É primordial que o mercado comece a analisar a área de transporte com mais cautela, racionalidade e a inclua no plano geral de negócios. Planejamentos e melhorias incrementais não resolvem o problema, e mesmo os de base zero, merecem foco, atenção e muita cautela. Nesta altura da guerra, restam-nos dois caminhos: assistir ao final deste dramático contexto contemplando o caos ou provocar mudanças, focalizando os planos à execução, utilizando tecnologias que otimizem os desafios logísticos, reduzam os custos e ofereçam altos níveis de serviço. Estudar o mundo, suas tendências e todos os acontecimentos, permanentemente, possui significativa importância, mas, estudar o que podemos fazer pelo mundo é, além de mais nobre, definitivamente mais relevante. As chances de transformar este drama em felicidade está em nossas mãos, mas, bons filmes sempre contam com uma pitada de humor, não é mesmo? Mesmo que, às vezes, a graça não esteja explicitamente presente.

Fonte: www.itransport.com.br

 

Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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