Congresso & Expo ABRAFAC 2018: o mercado, os desafios e as tendências do FM na Holanda

Yvet Brummelhuis, proprietária da The World of YES, deu seu ponto de vista sobre o mercado de Facilities na Holanda

Um dos pontos altos do Congresso & Expo ABRAFAC 2018, sem dúvidas foi o painel FM of The World, realizado no segundo dia. Nele, foram discutidas quais as principais diferenças, desafios e prioridades na gestão de Facility nas diversas partes do mundo. A curiosidade em relação ao nível do Brasil, prendeu a atenção de todos no auditório.

A primeira palestrante foi Kim Veltman, administradora da SAFMA (Associação Sul Africana de Facilities). Apresentamos uma síntese de sua palestra aqui

Logo em seguida, foi a vez de Yvet Brummelhuis, proprietária da The World of YES, dar seu ponto de vista sobre o mercado holandês de Facility. Veja agora um resumo especial da palestra!

Yvet iniciou falando qual era o status do setor de Facilities na Holanda. “Temos organizações que não oferecem locais de trabalho, apenas dão a ferramenta de serviço e deixam os colaboradores trabalharem de onde acharem melhor. Essa é a nossa situação atual”.

De acordo com Yvet, o mercado representa 72 bilhões de euros na Holanda. Além disso, existe um nível bem alto de terceirização. “Estamos focando na gestão do Facilities em nossas empresas, alinhadas com o core business, ao invés de incorporadas em nível tático”.

Mudanças no mercado

Yvet disse que nos anos 80 e 90, o uso de computadores em massa, a ascensão das associações como a IFMA e as mudanças tecnológicas, impulsionaram a necessidade de melhoria da gestão. A forma de organizar o local de trabalho mudou muito. “Isso foi evoluindo. Conforme as organizações focaram em melhorar o core business, elas deixaram de pensar em questões mais básicas, como o ambiente físico”.

“Qual o horizonte para todos da área? É a tecnologia”, salientou Yvet.

Um dos desafios, segundo Yvet, foi entender os serviços que eram sido feitos dentro da organização. Assim, foi-se escrevendo um guia e evoluindo os processos e necessidades. “A ideia é que a Gestão de Facilities apresentasse um valor para a empresa. Por isso, passou a ser essencial mostrar e comunicar sobre o setor ao resto da organização, além de oferecer serviços básicos, como uma simples troca de lâmpada”.

A palestrante afirmou que ao fazer seu próprio orçamento e ter organização própria das finanças, é possível progredir na empresa. “Tenha os serviços acordados com seus fornecedores e clientes. Você deve ser estratégico, saber quem eles são e o que eles querem de seu trabalho. Você sabe quem é seu cliente ou o que ele quer? Isso é fundamental”.

Yvet ressalta que se o profissional de Facilities não tiver controle de quem é o seu cliente e o que ele quer, o setor vira um custo, sem qualquer noção de geração de valor para a organização contratante.

Falta de reconhecimento e desafios

A palestrante destacou que, na Holanda, surgiu uma nova discussão, pois o valor da Gestão de Facilities ainda é vista de forma abstrata pelos líderes. “Estamos atrás de formas para sermos reconhecidos. Por isso, criamos um modelo com 10 questões essenciais do nosso serviço: custos, riscos, satisfação, inovação, produtividade, flexibilidade, imagem, cultura, valor imobiliário e sustentabilidade”.

Para a palestrante, sabendo quem é o cliente, é possível entender o seu grau de satisfação, porém, dessas questões essenciais, a de refletir a imagem da empresa de forma positiva ainda é um desafio para o setor.

Tecnologia e as novas gerações

“Qual o horizonte para todos da área? É a tecnologia”, salientou Yvet. “Temos muitos campos de estudos tecnológicos na Holanda. Temos muitos sensores nas construções, que captam e analisam dados de funcionários ou clientes. Mas qual será o próximo passo? Não sabemos. Afinal é ainda tudo muito caro”.

Para a participante do painel, muitos gerentes vão se aposentar em breve, o que deixou um desafio para os atuais líderes sobre como garantir que a próxima geração vai lidar com essa questão do FM. “As gerações Y e Z possuem uma visão diferente da expectativa de vida e profissional, principalmente, os que nasceram após o ano 2000. Precisamos olhar para o nosso ambiente de trabalho, pois ele deve ser mais inspirador e motivador e, dessa forma, podemos incorporar e reter essa nova geração”.

“Pensem na sua própria organização, imaginem como melhorá-la. Se já estão fazendo algo, pensem em como deixá-la ainda mais inovadora. Também trabalhem o seu marketing, mostre o seu valor na organização”, concluiu Yvet.

Fique de olho em nosso blog para o resumo das outras palestras!

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Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é Jornalista e Analista de Mídias Sociais, Graduado em Comunicação Social pela Universidade de Vila Velha (ES).
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