Coworking: aderir ao escritório compartilhado requer atenção

Tiago Alves, CEO da Regus, deu dicas importantes sobre o assunto durante o FM Debate 

Apostar em espaços compartilhados é uma alternativa que tem se tornado cada vez mais comum no mercado, e este modelo de negócios pode ser estratégico na organização de empresas. Todavia, não é exatamente qualquer espaço que vai resultar em redução de custos e maior produtividade. 

Durante o FM Debate sobre o tema “Property”, realizado dia 22 de fevereiro no SPACES Vila Madalena, Tiago Alves, CEO da Regus e SPACES do Brasil, compartilhou sua experiência sobre o assunto na palestra “Check list para a escolha de um espaço compartilhado”. Saiba mais a seguir:

O que você sabe sobre Coworking? 

Esse formato de trabalho tem chamado atenção de pequenas e médias empresas por oferecer uma infraestrutura de qualidade de escritório para equipes (ou mesmo para trabalhadores individuais), com o objetivo de, entre outros benefícios, reduzir custos de organizações e apostar na possibilidade de networking entre diferentes colaboradores das mais diversas áreas.

Tiago começou sua palestra com uma provocação: “qual o m² mais caro do Brasil?”. Enquanto que, para a maioria, as respostas mais óbvias seriam cidades como Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, o palestrante surpreendeu respondendo que a resposta certa seria “nenhum deles, pois o m² mais caro é aquele que você paga e não utiliza”.

“Com o passar do tempo, existem cada vez mais mesas vazias nas empresas. Uma alternativa para que isso não ocorra seria fixar o que é realmente necessário em um lugar, e flexibilizar o que é menos importante”, complementou a questão.

Sobre espaços compartilhados

O Coworking é o segundo ramo de atividades que mais cresceu no quarto trimestre de 2017. Com a previsão de que em 2030 o Coworking ocupe 30% do mercado imobiliário (atualmente, ele ocupa apenas 1%, segundo a pesquisa JLL, 2016), Tiago apresentou outras características baseadas em pesquisas.

Na opinião dos empreendedores, em um estudo feito pela Regus, em 2016, atualmente 79% deles acreditam que trabalhar próximo do seu cliente ajuda a impulsionar os negócios;

  • 69% deles acreditam que é necessário escolher o lugar certo para o tipo de negócio, gerando assim uma melhor relação custo/benefício;
  • 68% deles acreditam na evolução do trabalho remoto;
  • Empresas do mundo gastam 5% de seu capital em locomoção de funcionários e 55% dos funcionários brasileiros passam pelo menos um dia fora de seu escritório de trabalho.

Desafios de trabalhar em casa

Apesar de oferecer certo conforto e até redução de custos, o Home Office apresenta como maior defeito a distração no trabalhador, impactando fortemente o trabalho e os resultados.

  • Para 44% dos trabalhadores brasileiros, um dos problemas do home office é a família, que demanda atenção;
  • Interrupção de reuniões e ligações são obstáculos para 44% deles, número acima da média global (40%);
  • Outras questões como dificuldades de concentração (48%), barulhos da casa (40%), internet insuficiente (16%) e problemas para acessar documentos da empresa (19%), foram outros pontos destacados de forma negativa pelos praticantes do home office, sendo que os dois primeiros citados estão com mais menções que a média global.

Como ser estratégico com Coworking?

Tiago usou como exemplo de sucesso, a Uber, que teve de expandir seus negócios para 86 países em apenas um ano. Segundo seus executivos, isso não seria possível sem o Coworking.

O palestrante ainda deu alguns exemplos sobre como realmente economizar através de espaços flexíveis:

  • Prazo: deve-se pensar por quanto tempo o espaço de trabalho será necessário;
  • Capital: a maioria de espaços para locação precisa de um investimento inicial;
  • Flexibilidade de espaço: menos de 20% dos espaços têm oportunidade de ampliação, por isso é necessário pensar se a empresa tem a intenção de crescer;
  • Tipo de usuário: muitos trabalhadores não ficam todos os dias em seu escritório;
  • Economia administrativa: existe economia de quase 90% em espaços de coworking, pois não é necessário pagar contas e impostos. Além disso, alguns espaços cobram por pessoa, o que facilita calcular os gastos que a empresa teria.

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