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Diversidade e inclusão: Os desafios do Gestor de Facilities na execução de ações
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Ana Cláudia Morrissy Machado, Facilities Manager da Shell, apresenta os obstáculos pertinentes questões 

Vivemos em um mundo em transformação. O que antes eram questões negligenciadas por empresas e corporações, hoje em dia, debater e executar ações de diversidade e inclusão é uma necessidade real. Tratar os assuntos como equidade de gênero, orientação sexual, terceira idade, racismo, acessibilidade, entre outros, é importante para empoderar colaboradores de uma organização para que sejam ainda mais engajados com o propósito empresarial. Além de claro, inseri-los em um contexto mais justo, que refletirá de forma positiva em suas vidas pessoais.

Conforme dito no texto anterior Diversidade e Inclusão: As soluções e o apoio do Facilities em ações específicas, no último dia 12 de abril, a ABRAFAC realizou mais uma edição do FM Tactics, cujo tema foi Desafios Trazidos por Diversidade & Inclusão: Uma perspectiva no Ambiente Shell. A palestrante Ana Cláudia Morrissy Machado, Facilities Manager, apresentou as ações que a Shell tem realizado em relação ao tema de inclusão e diversidade com os colaboradores da companhia.

Esse assunto é relevante por apresentar as barreiras que precisamos quebrar e discutir isso é um grande presente que a ABRAFAC me deu”, iniciou Ana Cláudia.

Qual é a crença da Shell?

A Gerente de Facilities relatou que as ações tiveram início partindo de uma crença que se transformou em um mote a ser seguido: “Uma força de trabalho diversificada e um ambiente inclusivo que respeite e nutre diferentes pessoas são fontes para melhorar o engajamento dos funcionários e nosso desempenho nos negócios”.

Segundo Ana, essa mensagem foi recebida da liderança da Shell e passada para os colaboradores. “Então precisávamos definir o que é diversidade e inclusão dentro da Shell e há várias definições sobre essa questão”.

O que é diversidade e inclusão para a Shell?

A profissional destacou quais os conceitos foram estabelecidos para começarem os trabalhos em cima das questões levantadas. De acordo com Ana, foi definido que:

Diversidade: é valorizar todas as formas segundo as quais as pessoas diferem, porque isso cria perspectivas individuais e contribuições únicas.

Essas perspectivas e contribuições ajudam o nosso negócio a inovar, se adaptar e a crescer. As diferenças, por outro lado, podem ser óbvias, ou podem ser difíceis de serem entendidas e nisso pode se incluir: idade, etnia, gênero, identidade de gênero, religião, habilidades físicas ou não físicas, orientação sexual e etc.

Inclusão: é ter um ambiente seguro, positivo e de cuidado, em que as diferenças são entendidas, abraçadas e valorizadas pelas pessoas com as quais trabalhamos.

É um ambiente em que sentimos que podemos ser nós mesmos, usando nossas habilidades e talentos para trazer valor ao negócio e atingir crescimento pessoal. Quando você junta e combina o ambiente inclusivo com esse grupo diversificado de colegas, isso significa que cada um de nós pode trazer o que realmente é para dentro do ambiente de trabalho”.

Ana acrescentou que isso faz com que os profissionais possam externar as contribuições que são únicas. “Juntos podemos abraçar toda a diversidade para criar resultados que são expressivos para empresas e que beneficiam o negócio como o todo, impacta positivamente os colegas, a nós mesmo e a comunidade ao redor”.

Diversidade & Inclusão

Ana usou para ilustrar a questão da inclusão como se ela fosse uma árvore rodeada por pessoas que estivessem a olhando de baixo para cima. “Para quem está olhando de baixo para cima, consegue primeiramente enxergar os galhos que representam o que é visível fisicamente: as etnias, o gênero, habilidades físicas, idade, entre outros”.

A profissional seguiu a metáfora dizendo que os galhos mais altos, que geralmente não podem ser vistos do chão, representam as questões menos aparentes e que, por isso, precisam de convivência para serem percebidas. “É necessário tempo para entender como a pessoa se posiciona, quais são os valores dela, as crenças, os medos. Assim como uma árvore, cada pessoa é única”.

Ana alertou sobre a necessidade evoluir o conceito de diversidade e inclusão e levar isso para dentro do ambiente de trabalho. E o primeiro desafio surge, já que na primeira vez na história existem cinco gerações convivendo no mercado de trabalho.“Isso é importante porque precisamos respeitar e conhecer essas gerações para conviver, estimular a criatividade e impedir os conflitos”.

As gerações pontuadas por Ana Cláudia Morrissy Machado, Facilities Manager da Shell, foram:

Tradicionalistas (1922–1945)

Valorizam a autoridade e exercem um gerenciamento de estilo top down. Possuem a crença no “trabalho duro” para se alcançar os objetivos.

Baby Boomers (1946–1960)

Têm como expectativa certo grau de deferência às suas opiniões. São workholics. “Essas pessoas hoje possuem mais de 45 anos e caracterizam por gostar de serviço fixo e estável. Dentro do trabalho seus serviços estão baseados no tempo de serviço e preferem ser reconhecidas mais por suas experiências do que pela sua capacidade de inovação. Muitas pessoas dessa geração, hoje, ocupam cargos de chefia, e em nível estratégico. Estudos dizem que essas pessoas se chocam com gerações mais novas, nas diferenças sobre como ambas enxergam o mundo”.

Geração X (1961–1980)

Essa geração nasceu fazendo uso dos recursos tecnológicos. No meio profissional, é conhecida pela resistência por tudo que é novo. Além disso, são inseguros com a possibilidade de perderem o cargo para profissionais mais novos.

Geração Y : Millennials (1981–1999)

Em pouco tempo de vida, essa geração presenciou os maiores avanços da tecnologia e quebra de paradigmas do mercado. Por isso, ela se individualiza ao apresentar características como capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo como: navegar na internet, ler e-mail, atender via WhatsApp. “Essa geração deseja ter novas experiências, o que reflete no desejo de ascensão rápida, promoção em períodos relativamente curtos e contínuos”.

Geração Z (Nascidos após o ano 2000)

Estão entrando no mercado de trabalho agora, porém, a maioria não está inserida por completo. Eles são motivos de receios por causa do comportamento individualista e antissocial. “Essa geração está inserida em uma realidade que não vive desconectada. São imediatistas e impacientes com pessoas mais velhas”.

Para a palestrante, essas cinco gerações ao conviverem em um mesmo ambiente de trabalho, trazem vários desafios. Mas por que isso é importante? Qual é a transformação que está sendo vivenciada? Ela destaca os seguintes dados:

  • Até 2020, metade da força de trabalho vai ser composta pela geração Y – ou seja, 1 em cada 3 adultos;
  • 2025: Geração Y será 75% da força de trabalho;
  • 2025: 700 milhões de Baby Boomers vão se aposentar e não haverá profissionais suficientes da Geração X para preencher os postos de trabalho.
  • Conclusão: O trabalho será feito/criado por e para Millennials (Geração Y).

Próximo FM Debate será sobre “Diversidade: Espaços Colaborativos que promovem a equidade e a cocriação”

O evento terá três momentos e tem como objetivo fazer um convite ao profissional de Facility Management para pensar fora da caixa e se colocar como agente de mudança para prover espaços e serviços que promovam a colaboração e a cocriação entre diversos. Sempre pensando na experiência e necessidade dos seus usuários.

Como usar, por exemplo, a tecnologia ao seu favor e mesmo assim incluir aqueles que possuem mais dificuldade em assimilar? Como implementar espaços multiuso que tragam experiências e ajudem a criatividade? Como tratar o usuário com necessidades especiais sem causar constrangimento e da maneira mais orgânica possível para promover a troca, visando a melhor produtividade possível?

Quer saber mais e garantir a sua vaga? Acesse agora mesmo esse link!

Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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