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Edifícios sustentáveis: o mercado imobiliário em transformação

O conceito de prédios verdes está mudando o planejamento e a construção de edifícios. Uma tendência que virou necessidade no mercado.

Os prédios verdes estão revolucionando o mercado imobiliário em termos de planejamento e construção. Nessa linha, arquitetos e engenheiros têm optado por sistemas de reaproveitamento de água e uso de energia solar na iluminação dos ambientes como alguns dos itens imprescindíveis nesse estilo de construção.

De acordo com Marcos Casado, engenheiro civil especializado em Gestão Ambiental Empresarial, a construção sustentável é o grande diferencial para vendas de novos empreendimentos, “pois além de diminuir os impactos da Construção Civil, torna a propriedade mais barata em sua operação”. O especialista lista alguns pontos que merecem destaque, como:

  • Eficiência energética, uso racional da água e reutilização de materiais;
  • Reduz drasticamente o acúmulo de resíduos e evita o desperdício de recursos;
  • Os custos do imóvel podem ser reduzidos em até 20%;
  • Os prédios são desenvolvidos mais rápidos devido a reutilização dos recursos;
  • Os edifícios são vendidos 30% mais rápidos do que os modelos “tradicionais”;
  • O método consegue minimizar os impactos da Construção Civil no meio ambiente, como desperdício de recursos hídricos e energéticos;
  • Os moradores podem conquistar mais qualidade de vida e diminuir os gastos com energia e água.

Mercado

Dados apurados pela Engebanc Real Estate, com base em uma pesquisa condominial na cidade de São Paulo-SP, mostra que as edificações com certificação de sustentabilidade registraram taxa de vacância de 20,6% no terceiro trimestre de 2017 (julho, agosto e setembro) contra 32% dos edifícios convencionais. Em quatro anos, a curva sofreu uma drástica inversão. Até 2013, os prédios de escritórios A e A+ (alto e altíssimo padrão), mas que não possuíam selos verdes, registravam vacância de 11,4%.

O desejo das corporações em gerar economia com a logística que envolve seus negócios é um dos motivos dessa virada. Prédios verdes tem taxas de condomínio de 15 a 25% a menos do que os convencionais. Além disso, os projetos de prédios corporativos estão em busca de selos de sustentabilidade para ganhar mercado, afinal são as multinacionais que mais compram e alugam em lajes, preferindo imóveis com essa certificação.

A pesquisa da Engebanc aponta que atualmente, na cidade de São Paulo, 72% dos edifícios construídos a partir de 2012, ou em andamento, têm certificação de sustentabilidade. Quando todos os empreendimentos forem concluídos, o que deve ocorrer até 2020, a capital paulista terá mais prédios verdes do que convencionais nas regiões corporativas: Pinheiros, Faria Lima, Avenida Paulista, Jardins, Jardim Paulistano, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Berrini, Roque Petroni, Santo Amaro, Chácara Santo Antônio e Morumbi.

Certificação LEED

O termo LEED significa Leadership in Energy and Environmental Design, que significa “Liderança em Energia e Design Ambiental”. O selo LEED é uma certificação que estabelece os padrões e estratégias necessárias para que sejam criados edifícios sustentáveis. Atualmente, 167 países do mundo estão em busca desta certificação para suas edificações, e entre eles, o Brasil ocupa o 4° lugar.

O Anuário de 2017 da GBC (Green Building Council), ONG que tem como objetivo fomentar a indústria de construção sustentável no Brasil, aponta que além de serem benéficos ao meio ambiente, os empreendimentos com a certificação LEED têm um retorno adicional se comparados aos que não têm. Os aluguéis, por exemplo, dos certificados saem na frente com o valor médio de R$ 136,54/m² contra R$ 109,18/m² dos registrados e R$ 98,41/m² dos AAA/AA/A.

Desafios

Algumas construtoras ainda demonstram certa resistência aos empreendimentos sustentáveis. Para Casado, o maior desafio está em conhecer os conceitos da construção sustentável para poder aplicá-los de forma mais efetiva no mercado. “Um dia será preciso lidar com esta solicitação por parte dos clientes, que estão a cada dia mais exigentes à esta questão”.

Segundo Leandro Angelino, gerente de inteligência de mercado e marketing da Engebanc Real Estate, a projeção é que em dez anos o m² dos edifícios sustentáveis esteja igual ou até mais barato que dos edifícios convencionais. “Hoje, as construções com certificação têm custo 10% maior. O encarecimento ainda se deve ao fato de que a sustentabilidade ainda é muito subjetiva na hora de precificar uma obra. “Conforme o assunto for deixado de ser tratado como mito, e incorporado ao dia a dia das pessoas, os custos tendem a diminuir”.

Case

A PricewaterhouseCoopers (PwC) é um network global de escritórios que trabalham de forma integrada na prestação de serviços de Assessoria Tributária, Empresarial e de Auditoria. Sob a coordenação da área de Facilities, a companhia trabalhou na implantação de práticas que reduzissem os impactos de suas atividades sobre o meio ambiente, buscando alternativas para uma gestão eficiente dos recursos envolvidos em suas operações cotidianas.

Com ações voltadas à eficiência do uso de água, foi possível reduzir o consumo em 58%. Em prol da redução da emissão de gases de efeito estufa, aumentou-se o número de salas de videoconferência e reduziu a necessidade de transporte aéreo ou viário. Outra ação interessante foi a parceria com a Carbono Zero Courier, que permite que entregas postais em distâncias menores sejam realizadas com o uso de bicicletas, e as demais com scooters elétricos. Outra redução foi da emissão de CO2, com o incentivo do trabalho remoto (home office) para reduzir a necessidade de deslocamento dos profissionais da empresa. Outro ponto foi a manutenção dos ambientes com a iluminação adequada, o controle do sistema de climatização, banheiros e toda hidráulica envolvida, administração de salas de reunião e infraestrutura para atividades à distância.


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 14º PRÊMIO ABRAFAC MELHORES DO ANO 2019

O Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano, a principal premiação do setor, foi criado com objetivo de promover conhecimento e valorização de projetos feitos por profissionais e empresas do setor de Facility Management. Isso estimula a produção e disseminação de casos de sucesso dentro do segmento. Participe se inscrevendo no 14º Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano 2019 e ajude a escrever novos capítulos na história dos facilities.

Este ano teremos algumas melhorias, como uma etapa adicional com votação pública pela internet que dará a oportunidade para os melhores classificados (12 até 24 trabalhos) de melhorar a nota media recebida na fase dos jurados (mais detalhes e outras melhorias estão no regulamento / edital no hotsite do prêmio – abrafac.org.br/premio).

Assim, convocamos a todos que apresentem suas ideias inscrevendo no 14º Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano 2019!

VOCÊ JUNTO AOS MELHORES DA ÁREA DE FACILITIES DO BRASIL!

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Com informações dos sites: Inbec, Exame, NGI e Ademi-BA

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