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Mobilidade urbana: o grande desafio para um desenvolvimento sustentável

O artigo abaixo mostra como os empreendimentos comerciais e outras iniciativas podem melhorar a qualidade de vida da sociedade. O crescimento populacional está exigindo inovações em diversos sentidos, principalmente em gestão.

Mobilidade urbana é uma expressão que designa os meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano assim como a sua forma, considerando a organização da área, o fluxo de indivíduos e mercadorias e os meios de transportes utilizados. A ideia da mobilidade urbana é tornar o movimento dos cidadãos nos espaços urbanos fluido e prático. A questão é que cada vez mais os centros urbanos perdem a capacidade de permitir que as pessoas se movam com qualidade. É um dos principais desafios de gestão das cidades na atualidade.

Hoje, já se sabe que privilegiar o transporte motorizado individual foi um equívoco. A frota brasileira de automóveis cresceu 400% em dez anos, conforme dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em pesquisa realizada em 2016. Já o desenvolvimento de transportes alternativos e coletivos, como o metrô de superfície, não apresentou o mesmo índice de aumento no mesmo período. Engarrafamentos e poluição do meio ambiente são comuns nas principais cidades brasileiras, apesar de alguns atos visando a desobstrução do trânsito, sem muito efeito prático, como rodízios de veículos e corredores de ônibus.

Um dos fatores que levam à sofrível mobilidade é a ausência de planejamento e a gestão desacertada de projetos arquitetônicos e urbanísticos que configuram o espaço público. Isto sem mencionarmos a questão da acessibilidade urbana. É preciso uma maior reflexão sobre como construir uma infraestrutura capaz de dar fluidez ao deslocamento de pessoas com dificuldade de locomoção pelas mais várias limitações físicas.

Discussões sucessivas em torno do tema obrigam a que se pense em novas alternativas em aspectos econômicos, sociais, políticos e ambientais. O poder público precisa se comprometer oferecendo à população um plano de mobilidade urbana que trace providências e visualize um local, no futuro, com muito mais qualidade de vida: a chamada mobilidade urbana sustentável. O que seria traduzido em um conjunto de diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento das pessoas em uma cidade com foco em resultados positivos na qualidade de vida.

Certos recursos no campo da tecnologia já auxiliam o público nessa questão. Os aplicativos que sinalizam o melhor trajeto de um ponto a outro, de acordo com o horário e o meio de locomoção desejado, já são uma realidade. No entanto, estamos longe de uma situação considerada ideal.

Não se pode mais, nos dias de hoje, planejar um empreendimento comercial ou residencial sem que esteja em sintonia com a configuração de seu ambiente. É muito importante que, de alguma forma, se consiga trazer soluções que favoreçam a mobilidade urbana e acessibilidade, independente de imposições legais.

Uma pesquisa da Bloomberg New Energy Finance, indica que, até 2040, 54% das novas vendas mundiais e 33% de toda a frota de carros será elétrica. Novos empreendimentos com tal visão estariam na vanguarda e seriam bem vistos perante a opinião pública preocupada com o futuro das gerações. Edifícios “mistos” estão ganhando cada vez mais espaço nas grandes cidades. Com unidades residenciais e comerciais, permitem que muitas pessoas não percam horas a fio no trânsito se deslocando, seja para trabalhar ou para ter acesso à prestação dos mais diversos tipos de serviços. Bicicletários já são considerados indispensáveis em empreendimentos. O incentivo a formas alternativas de locomoção é imperativo.

O ambiente de trabalho pode, sim, interferir positivamente na qualidade de vida e edifícios comerciais bem geridos são ferramentas importantes no auxílio ao deslocamento dos indivíduos”, ressalta Franco Morais, gerente de Facilities da Iris Imóveis Corporativos. Para o executivo, uma boa equipe gestora presente no dia a dia, tanto do empreendimento quanto da empresa ocupante, pode encontrar alternativas que favoreçam a mobilidade de seus usuários. “Conduções comunitárias, horários diferenciados, prestação de serviços no próprio local são ações que poupam as pessoas de saírem sem necessidade do seu local de trabalho”, complementa.

Debate ABRAFAC – Gestão de Frotas

No dia 15 de agosto de 2018, a Associação Brasileira de Facilities (ABRAFAC) promoveu, em São Paulo, o FM Debate “Gestão de Frotas e Mobilidade”. O objetivo foi discutir como será a gestão de frotas em um mercado em constante evolução. Na oportunidade, Célia Baptista, Gestora de Facilities que atua em empresas de grande porte nos segmentos de telecomunicações, destacou que, com a quantidade de pessoas que fazem parte de grandes empresas, o foco de uma gestão bem realizada deve ser cuidar da vida dos trabalhadores.

A gestão de frotas se resume em cuidar de vidas. A frota, em questão, nada mais é do que cuidar da vida do colaborador, protegendo sua existência e sua saúde. É um tema que exige muita discussão, porque cada empresa tem um perfil e um tipo de operação, mas no fundo tudo se resume ao cuidado de vidas. Para o facilities isso é muito importante ser refletido”, apontou Célia.

Já Karina Quaresma, Coordenadora do FM Debate da ABRAFAC, destacou que a mudança de cultura, estrutura, começa pelo gestor de facilities. “Ele quem deve resolver qualquer deficiência predial ou buscar inovações quando há problemas de processos. Isso nasce da nossa área e ela precisa ter uma visibilidade, confiança e relevância para fazer isso nas empresas. É dessa forma que a ABRAFAC busca contribuir para a visibilidade do segmento do facilities”.

Sustentabilidade

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com 100 empresas brasileiras, revelou que 57% delas desejam aumentar o investimento em inovação nos próximos cinco anos, principalmente para lidar com desafios das cidades. E um dos principais entraves é a sustentabilidade nas construções. Só no Brasil, estima-se que, até 2022, serão necessárias 23 milhões novas moradias, conforme estudo publicado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Dados do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) apontam que as edificações consomem cerca de 50% da energia elétrica do Brasil, durante a fase de uso e operação. Além disso, essa indústria também apresenta grande consumo de água, desde a obra até o fim da vida útil da edificação. A produção de um metro cúbico de concreto, por exemplo, demanda em média de 160 a 200 litros de água, segundo dados do Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana da Escola Politécnica da USP.

Neste contexto, a química é uma importante aliada, na oferta de soluções para a construção civil, que impactam de maneira significativa no uso eficiente de recursos naturais e contribuem para a saúde do planeta.


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