Terceirização: impactos da Nova Lei para Gestores de Facilities

Lívio Giosa, Presidente do CENAM (Centro Nacional de Modernização), palestrou no FM Tactics sobre o assunto que é fundamental para os Gestores de Facilities

Como já antecipado no Congresso & Expo ABRAFAC 2017 no painel “A nova Lei da Terceirização e o impacto na gestão de serviços terceirizados”, ministrado por Ermínio Alves de Lima Neto, representante do Cebrasse — Central Brasileira do Setor de Serviços, a terceirização ganhou um novo gás como estratégia para empresas.

Na ocasião, o representante do Cebrasse afirmou que a Reforma Trabalhista está sendo um exemplo mundial. “O foco [da lei] para a terceirização foi um grande achado. A ideia dessa lei é permitir algo simples: as parcerias com empresas especializadas. É dada mais importância para os acordos coletivos”.

Para aprofundar ainda mais esse assunto de suma importância para o Gestor de Facilities, a ABRAFAC convidou para o FM Tactics o introdutor do tema terceirização no Brasil, Lívio Giosa, Presidente do CENAM (Centro Nacional de Modernização).

Autor do livro “Terceirização: Uma Abordagem Estratégica” (Editora Thomson/Meca, 8ª edição), Giosa apresentou novidades sobre o assunto na perspectiva do tema “Terceirização: impactos da Nova Lei para Gestores de Facilities”.

Terceirização como ferramenta de gestão

A terceirização, segundo Lívio, é uma ferramenta de gestão de conteúdo e técnica. Presente na prateleira do gestor e todos que estão envolvidos com as organizações, ela pode ser usada quando for necessário. “Nenhuma empresa é obrigada a desenvolver ações terceirizadas, isto é, contratar serviços de natureza terceirizada. Cada empresa tem sua abordagem específica. Cada caso é um caso que depende de uma cultura organizacional”, afirmou o especialista acrescentando que a terceirização pode ser empregada de forma integral ou em partes.

Em outra vertente, o palestrante ressaltou que essa é uma solução implementada por todas as organizações privadas ou públicas.

Aplicação de sucesso

Os agentes envolvidos com a terceirização são os profissionais e gestores de facilities e, ao mesmo tempo, todas as empresas prestadoras de serviços. Lívio apontou que nessa lógica é necessário pensar também nos representantes de empresas que contratam os serviços.

“Nessas organizações, estão empresas privadas e públicas contratantes. Sobre a busca do poder público nessa questão, representa um novo sinal. Hoje empresas públicas estão cada vez mais procurando esse moderno sistema de gestão, na busca por redução de custos e aplicação otimizada de recursos. Dessa forma, elas começam a ter provisões de atuação de profissionais de facilities envolvidos”, disse Lívio.

Dentro de uma série de pesquisas que o CENAN realiza de dois em dois anos no Brasil a respeito da terceirização, mostra-se que 95% das empresas pesquisadas conhecem e reconhecem a aplicação da terceirização. Portanto, trata-se de um regime de atuação comercial entre partes, absolutamente integrada com a realidade do mercado no Brasil.

Essa aplicação de sucesso de prestadores de serviços está baseada em dois pontos fundamentais:

  • Conhecimento dos Conceitos

A terceirização é um processo estratégico de gestão, pois ela se reflete no capital humano, nos recursos financeiros, na tecnologia, no ambiente e em outros itens. Neste processo, determinadas atividades podem ser repassadas para terceiros, com os quais se estabelece uma relação de parceria. A empresa terceirizada precisa fazer parte efetiva da que a contrata para satisfazer a relação de parceria. Por isso, é necessário que ela conheça por completo como funciona a empresa que solicitou o serviço.

  • Conhecimento das Premissas x Recursos

Qualquer contrato ou prestação de serviço a ser provido, precisa ser baseada em quatro grandes conceitos, relatou Lívio:

Entrega com qualidade: se eu vou terceirizar determinado ponto da minha organização, eu vou esperar que a empresa faça igual ou melhor o que eu já faço. Aquele que presta o serviço, precisa ter o conceito da qualidade com absoluta premissa na sua entrega, pois só assim ele vai se diferenciar daqueles que faziam dentro da organização aquela tarefa.

Preço: é evidente que qualquer decisão passe pelo custo daquilo que está sendo informado. Como o mercado é competitivo, em qualquer atividade que for terceirizada, é necessário que o preço esteja dentro de uma premissa competitiva. Esse é um fator de decisão. Quem presta o serviço, deve ter isso claramente em relação à demanda que oferece.

Prazo: essa é uma das fontes naturais para terceirização. Dentro de um contrato, é fundamental que a empresa prestadora de serviço cumpra seus prazos. Para o contratante, é necessário ter certeza de que quem for apresentar algum tipo de tarefa, tenha a percepção de prazos.

Inovações tecnológicas: todas as atividades terceirizadas precisam incluir uma base tecnológica, seja em software ou equipamentos. Os gestores precisam ter em mente que isso faz parte das premissas ideais que refletem em uma boa contratação.

E os recursos envolvidos que o Gestor de Facilities deve ter como base?

Lívio elencou algumas ferramentas que o Gestor precisa ter como base para se aplicar melhores práticas da terceirização. São elas:

  • Metodologia:reconheça, solicite, teste a metodologia que aquela prestadora de serviço tem para determinados tipos de operações. Isso é fundamental para que as coisas estejam bem claras, para se ter certeza que a prestadora tenha uma rotina adequada para construção de valor da operação terceirizada. Cabe de um lado o Gestor de Facilities, que coordena a empresa terceirizada, solicitar essa metodologia, e cabe a prestadora de serviço fundamentar os processos, apresentar seu manual, seu script. É fundamental que os funcionários tenham clara essa metodologia;
  • Uso de Materiais Diversos:quais são os materiais, os tipos e se são aplicados ao negócio. Se estão adequados a estrutura de avaliação da empresa;
  • Aporte de equipamentos e tecnologia:é preciso ficar claro no contrato, na metodologia e nas relações, que o desenvolvimento das operações estará suportado pelo uso de equipamentos e tecnologias adequados;
  • Recursos Financeiros:não se trata apenas de quem irá pagar a conta mês a mês, mas também para a prestadora se guiar, pois ela precisa ter recursos disponíveis para atender todas as demandas que a operação vai exigir ao longo da contratação;
  • Capital Humano:todos sabem que as entregas de prestação de serviços estão baseadas no fator humano. É preciso conhecer o nível desse recurso que está aportado na empresa. Qual a postura de capacitação ou qualificação que esse grupo apresenta periodicamente.

“O Gestor de Facilities ou quem faz controle ou contratações, precisa ter a noção se tudo isso se integra dentro da sua visão”, salienta o especialista.

Desafios Trazidos por D&I – Uma Perspectiva no Ambiente Shell

Não perca o próximo FM Tactics! Inúmeras são as ações que empresas ao redor do mundo vêm desenvolvendo para poderem trabalhar Diversidade & Inclusão em seus ambientes corporativos. Mesmo assim, a pergunta “como transformar a teoria em prática?” ainda é uma constante. Como seguir adiante? Quais os desafios? Quais os possíveis caminhos? Qual os impactos para a área de Facilities Management? Nesse contexto, vamos discutir os caminhos trilhados pela Shell: seus avanços e sua curva de aprendizado.

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Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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