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Você já sofreu com a síndrome de JáQuez?

Não sabe o que é? Sabe quando você está trabalhando e aparece alguém e chama pelo seu nome e diz: “Já que você está aí, faça isso ou aquilo para mim?” ou “Já que você cuida disso, cuida daquilo também…” entre outros.

Celso Toshio Saito

E quando você percebe, seu leque de atribuições só aumenta. A boa notícia é que de alguma forma, sua credibilidade está em alta, pois estão delegando mais atribuições para sua responsabilidade e não se estresse ou sinta-se diminuído (pois, dependendo da atividade, poderá se chatear), apenas faça o seu melhor, dando sentido e mais valor a essa atividade.

Cabe inicialmente a você, administrar e estruturar de forma estratégica, como vai equilibrar mais um prato (atividade).

Para isso, compartilho algumas dicas:

  • Reavalie o fluxo das atividades e otimize-os, ajustando e simplificando, para poder realizar no menor tempo possível, eliminando atividades sem finalidade e evitando retrabalhos;
  • Além disso, questione alguma etapa se julgar e comprovar ser desnecessário, pois vai se surpreender na quantidade de coisas que fazemos e não servem para nada;
  • Pois é! Então, se não tem utilidade, simplesmente deixe de fazer, mas comunique a todos os envolvidos o porquê. Pois, contra fatos, não há argumentos;
  • Tente compartilhar o desafio da atividade (por mais que seja julgado como não prioritário ou não tenha um alto grau de importância) com a equipe e pares e, com esse movimento colaborativo, poderá surpreender-se com sugestões de melhorar ainda mais o processo;
  • Sempre que possível, verifique no mercado, se há tecnologia que possa contribuir de forma efetiva em alguma atividade;
  • Já sei! Deve estar me questionando: “mas, contratar plataforma tem custo $$$”. Concordo (em partes), mas faço-lhe um convite. Troque a palavra custo por investimento e permita-se desenhar o Business Plan | Case. Muitas vezes, a otimização do processo pode gerar economia de tempo e esforço, gerando redução de custos indiretos. Dependendo do projeto poderá obter saving;

Dá trabalho? Sim! Não vou garantir que é fácil e tudo dará algum resultado. Mas, tenho certeza que vale a pena o exercício, mesmo que chegue à conclusão que não é viável, pois quanto mais exercitar, melhor ficará para analisar cenários, simular oportunidades, para tomada de decisão.

Em minha carreira corporativa, essa prática me condicionou e meu deu envergadura suficiente para encarar diferentes desafios e realizar muitos projetos diferentes, sendo boa parte não solicitado por alguém.

Um parêntese: escolha um esporte de sua preferência. Agora identifique um atleta de alta performance ou equipe que seja campeã. Consegue imaginar o resultado de qualquer um deles, sem treino? Concorda que somente com treino, chega-se ao sucesso?

Esse é o paralelo que desejo que traga para seu dia-a-dia corporativo, ou seja, se não praticar, não sairá de seu status quo, desta forma, se não é isso que deseja para sua carreira, mexa-se!

Enfim, se não quer ser surpreendido pela Síndrome de JáQuez, compartilho um meio de evitar essas situações:

  • Pratique o TBC (tire a bunda da cadeira), circule e converse com seus clientes internos e pares para tentar identificar eventuais demandas. Depois, vá lá e faça algo sobre isso;
  • No mínimo, participe de eventos do seu segmento e se conseguir de outros também. Assim poderá manter-se atualizado com o que está ocorrendo de mudanças e que o virá de tendências de mercado;
  • Nesses momentos, aproveite para ampliar seu networking, pois ampliando sua base de conexões, ficará mais fácil realizar benchmarking e trocar experiências. Alguns velhos e excelentes ditados já dizem: “Duas cabeças pensam melhor que uma”; “Sozinho você poderá ir mais longe, mas juntos poderá ir mais rápido”; entre outros;
  • Associe-se algum grupo para poder trocar experiências práticas e poder contribuir para o desenvolvimento do seu segmento;
  • Tente se envolver em alguma atividade voluntária, pois aperfeiçoará suas habilidades de liderança, gestão de tempo, criará projetos com escassos recursos, lidará com diferentes perfis de pessoas, entre outros desafios. Novamente, um tipo de exercício que aumentará sua performance e tornará você um profissional de alto rendimento, cada vez mais;
  • Acredite na causa de seu trabalho, encare-o como parte de seu propósito. Isso facilitará o processo de se tornar um ótimo líder servidor;
  • Mantenha-se antenado com o movimento do mercado, tentando estar em linha ou se antecipando. Ou, melhor ainda, inove e proponha você mesmo algo inusitado e que traga resultados. Levante a sua bandeira, deixe a sua marca.

Caso você siga essas dicas, quero acreditar que a Síndrome de JáQuez não terá vez, pois sempre estará a alguns passos à frente dela.

Já sei! A essa altura deve estar me xingando: “Já não basta o que faço e você me vem com mais trabalho”. Isso mesmo. A área de Facility Management é para poucos, pois somente quem tem estômago, paixão por servir pessoas e gerar resultados relevantes terão destaque nessa função! Sucesso!


Celso Toshio Saito é graduado em Administração de Empresas e pós graduado em Treinamento & Desenvolvimento. No mundo Facilities, está há mais de 20 anos, participando/participou de Grupos de Benchmarking, como GAS, CoreNet, CEE-267 Facilitiy Management | ABNT e CEBRASSE, sendo 15 anos no Mercado Corporativo, com o Facility Manager e Travel Manager. Também escreve artigos e é palestrante em eventos do segmento. Atualmente, é CEO | CKO na Econotrade Soluções Sustentáveis, e é Owner da Facilties-Insight e docente na Facilities Services.


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