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Antes de entrar no mercado de consumo, lâmpadas LED poderão ter que ser certificadas.

Depois das mudanças provocadas pelo surgimento do diodo emissor de luz e pela retirada das incandescentes, o mercado está se preparando para uma nova transformação no nicho da iluminação, com a publicação da Portaria Inmetro nº 477, que estabelece níveis mínimos de qualidade para as lâmpadas LED.


Aguardada para os próximos meses, trata-se da publicação de um Regulamento Técnico de Qualidade (RTQ) que tem por objetivo não só a eficiência energética, como também a segurança. Com isso, muitas marcas deverão sair do mercado, por não atenderem aos padrões mínimos e não possuírem investimentos para melhorias, inclusive, para submetê-las aos testes necessários.


As informações são de que o RTQ será compulsório, com diferentes prazos para adequação, da mesma forma como aconteceu com as lâmpadas fluorescentes compactas. As exigências técnicas foram baseadas em normas internacionais, nas reuniões com empresas e entidades representativas do setor e na consulta pública concluída em dezembro de 2013.


Segundo especialistas, hoje, o consumidor encontra dezenas de marcas desconhecidas, com preços que vão de um extremo ao outro, confundindo sua escolha e podendo resultar em uma compra errada. Nesse caso, informam que os problemas começam logo depois da instalação, com queda abrupta da intensidade luminosa, queima precoce, perda da cor da luz emitida, entre outras degradações.


Por outro lado, reiteram que a iluminação LED traz uma série de vantagens: economia no consumo de energia de até 88%, durabilidade até 25 vezes maior que a de lâmpadas comuns, não aquece o ambiente e proporciona também redução nos custos de manutenção.

 

Maurício Ferraz de Paiva, engenheiro eletricista e presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), alerta que os consumidores precisam ficar atentos para as marcações que necessitam obrigatoriamente constar na lâmpada ou na embalagem, como marca de origem, faixa de tensão nominal, potência, frequência e outras. “As lâmpadas devem ser projetadas e construídas de forma que, em uso normal, funcionem de forma confiável e não causem qualquer perigo para o usuário ou arredores. Em geral, a conformidade é verificada através da realização de todos os ensaios especificados”, informa Paiva.

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