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Bioeletricidade: criado o Selo Energia Verde

A cerimônia de lançamento foi realizada na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo, no último dia 26 de janeiro e contou com a participação de representantes da Secretaria de Energia e da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Na ocasião, duas empresas foram contempladas na categoria consumidores e sete usinas, na modalidade produtores.


O Selo Energia Verde foi desenvolvido pela UNICA em um acordo de cooperação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e será entregue às empresas que comprovarem que pelo menos 20% da energia consumida é produzida de forma sustentável e também às usinas geradoras que atendem a critérios de sustentabilidade constantes do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro Paulista, assinado pelo governo de São Paulo.


Luiz Eduardo Barata Ferreira (CCEE), João Carlos S. Meirelles (Sec. de Energia de SP), Elizabeth Farina (UNICA), Arnaldo Jardim (Sec. de Agricultura de SP) e Zilmar de Souza (UNICA).

A criação da certificação representa a entrada em vigor do Programa de Certificação da Bioeletricidade, que permitirá a troca de informação entre as duas entidades, como a confirmação sobre a origem contratual da energia comercializada pelas usinas movidas a biomassa de cana-de-açúcar, no mercado livre de energia.


A verificação do cumprimento dos critérios pelas usinas e consumidores permitirá que o Selo se torne um diferencial, que agregará valor tanto para o gerador como para o comprador de energia produzida a partir da biomassa de cana-de-açúcar”, afirma Luiz Eduardo Barata Ferreira, presidente do Conselho de Administração da CCEE. Elizabeth Farina, presidente da UNICA, complementa com informações quanto à produção: “Com o pleno uso energético da biomassa da cana, o potencial técnico dessa fonte poderia chegar a 20 mil MW médios até 2023, o que corresponde à energia produzida por duas usinas Itaipu e, certamente, este programa de certificação contribuirá para aproveitarmos cada vez mais seu potencial”.

 

Vale destacar que a eletricidade proveniente da biomassa de cana é uma das alternativas energéticas renováveis mais eficientes do Brasil, tendo produzido no ano passado 20.815 GWh, quantidade suficiente para abastecer 11 milhões de residências e que equivale a 52% da energia que será produzida por Belo Monte. Sem seu uso na matriz elétrica brasileira, o nível de emissões de CO2 na atmosfera seria 24% maior.


Os primeiros selos foram entregues para Duratex e Unilever, como consumidores e às usinas Adecoagro, Alta Mogiana, Guarani, Noble, Raízen, São Martinho e Zilor, como produtores.


Clique aqui e confira a apresentação sobre as diretrizes gerais do Selo Energia Verde. 

 

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