FM Debate 360º: encerramento fala sobre ‘novo normal’ em empresas de facilities

Ao todo, foram quatro dias de trocas de experiências online.

O último dia do FM Debate 360º foi realizado nesta quinta-feira, 18 de junho. Ao todo, foram quatro dias de trocas de experiências sobre a perspectiva do Facility Management durante a pandemia de covid-19. O evento foi promovido pela ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities.

As discussões foram feitas online e transmitidas pelo canal do YouTube da associação. A temática foi “Da Pandemia à Estratégia – A perspectiva do Facility Management frente ao `novo normal´” e a cada dia o tema foi abordado sob uma ótica diferente, com especialistas de diversos segmentos.

“A gente tentou trazer um aspecto bem diferente nessa semana. Na segunda-feira, a gente começou com um bate-papo mais técnico do ponto de vista médico e infecção de uma maneira geral para entender não só a resposta para o covid-19, mas uma preparação para respostas a doenças infectocontagiosas”, detalhou o presidente da ABRAFAC, Thiago Santana.

“Se a gente pudesse pegar tudo o que foi falado nesses quatro dias e fazer uma grande vitamina com cápsulas para todo gestor de facilities e projetos seria: entender como funcionam os vírus e bactérias no aspecto de proliferação em superfícies e pessoas; ter planos muito claros de ajuste de tecnologia e infraestrutura para uma resposta rápida; por mais crítica que seja a situação, nada de reinventar a roda, é fazer o que a gente já sabe bem e aproveitar para quebrar barreiras”, resumiu Thiago Santana.

MÓDULO 360º

Neste último dia, foi realizado o Módulo 360º, completando o giro de discussões feitas à luz do Facility Management sobre a nova realidade vivida pelas empresas. O debate foi mediado por Cristiano Mantovani, diretor da ABRAFAC.

“Essa sessão conclui nosso giro de 360º. Estamos com especialistas no escopo do Facility Management. Nessa época de pandemia o debate foi online, algo inédito, se adaptando a essa nova realidade que estamos passando”, disse Cristiano Mantovani.

O debate contou com a presença de Erica Prata, Diretora Comercial na AKMX Arquitetura, Engenharia e Tecnologia; Juliana Lettrari, Gerente de Unidade de Negócios RL Higiene; Pedro Vasconcellos, Cofundador da BeerorCoffee; Carlos Alberto dos Anjos Ferreira, Chief Operating Officer (COO) do Grupo Brasanitas; e Flávio Pimentel, Head of Smart Workplace Solutions na CI&T.

“A gente tem três etapas a serem cumpridas: ficar em casa, retomada, que é a que estamos agora, e a gente vai para o novo normal. No meu ponto de vista, esse ‘normal’ são três pontos de interrogação, porque ainda vamos ter que aprender bastante”, disse Carlos Alberto dos Anjos Ferreira.

“Para mim, quando a gente trabalha com nossos colaboradores, as palavras motivação e liderança tiveram peso bem significativo, tanto as pessoas em casa quanto na linha de frente ou afastadas por estarem no grupo de risco. A função de uma liderança efetiva passa a ser muito importante”, completou Carlos.

Por sua vez, Erica Prata afirmou que o comportamento do mercado não é homogêneo frente às mudanças trazidas pela pandemia. Isso porque, por exemplo, algumas empresas acreditam que podem trabalhar totalmente em home office e outras estão adotando a medida parcialmente.

“Acreditamos que algumas decisões estão sendo precipitadas. Estamos orientando nossos clientes a fazer uma análise de retomada e o gerenciamento do espaço, com espaçamentos, comunicação visual interna, orientação da equipe no retorno, taxa de ocupação adequada e a cultura”, disse.

A respeito da questão do futuro do trabalho, Pedro Vasconcellos, cofundador da BeerorCoffee, afirmou que o cenário foi adiantado em pelo menos dez anos com a pandemia de Covid-19.

“Antes da pandemia já havia empresas que trabalhavam remoto. Home office é apenas uma modalidade, pois trabalho remoto é você saber trabalhar de qualquer lugar, em diferentes cidades, de casa, ou de hotéis e coworkings. A gente sempre trabalhou a distância e para a gente sempre foi normal. Agora foi um cenário forçado, todo mundo teve que se adaptar e viu que é possível trabalhar remoto”, disse Pedro.

Juliana Lettrari, Gerente de Unidade de Negócios RL Higiene, contou que a empresa foi bombardeada por questões. Os clientes começaram a buscar respostas sobre o que fazer de diferente neste momento, além de uma grande procura pelo álcool, entre outras mudanças.

“Pensando dentro de um mercado institucional e das empresas, não é necessária uma grande revolução. É fazer uso do que já está lá, intensificar o procedimento de limpeza e fazer com mais frequência o que já deveria estar sendo feito: a higienização das mãos”, orientou.

Por fim, Flávio Pimentel, Head of Smart Workplace Solutions na CI&T, falou sobre a experiência na empresa e as oportunidades que surgiram em meio à pandemia de covid-19.

“O que a gente percebe é que no nível de impacto que a gente está vivendo sempre vão surgir oportunidades. De todas, eu escolheria para mencionar nesse fórum a do gestor de facilities e como ele trata sua função de uma maneira mais estratégica de fato e não somente operacional no que se refere a manter o escritório no ar”, considerou Flávio

O encerramento do FM Debate 360º pode ser conferido aqui.

Leia também

FM Debate 360º abre com médicos explicando sobre a covid-19

FM Debate 360º: segundo dia discute importância de ressignificar conceitos para retomada de empresas

FM Debate 360º: terceiro dia aborda inovações frente à nova realidade e desmistifica conceitos

Por Jéssica Marques/Foco 21 Comunicação