Mourão fala sobre infraestrutura com empresários
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Para uma plateia de engenheiros e empresários do setor de infraestrutura, o vice-presidente da República eleito, Hamilton Mourão, defendeu a aprovação das reformas da Previdência e Tributária, que tramitam no Congresso Nacional, como forma de buscar maior estabilidade e equilíbrio para as áreas de infraestrutura.

O encontro contou com a presença de três entidades ligadas ao Grupo de Sistemas Prediais (GSP), do Departamento de Construção Civil da FIESP: SINDINSTALAÇÃO (Sindicato da Indústria da Instalação do Estado de São Paulo, ABRAFAC (Associação Brasileira de Facilities) e SINDRATAR-SP (Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado de São Paulo).

Hamilton Mourão
Da esquerda para a direita, Carlos Trombini, presidente do SINDRATAR, José Silvio Valdissera, presidente do SindInstalação e Luciano Brunherotto, presidente da ABRAFAC.

Para o presidente da ABRAFAC, Luciano Brunherotto, há uma coerência do discurso do vice-presidente Mourão, com a do presidente eleito. “As premissas básicas, para evolução da infraestrutura e que vão gerar benefícios para novas obras, novas áreas para manutenção estão muito alinhadas”, comentou.

Segundo Mourão o governo está determinado a intensificar os processos de privatização no país.  A intenção é buscar na iniciativa privada o que não é possível no setor público. “Se eu não tenho condições de fazer a manutenção de uma rodovia, basta um contrato decente. Temos que romper a discussão ideológica.”

O vice-presidente não detalhou áreas nem empresas, mas citou a necessidade de incrementar as parcerias entre as iniciativas públicas e privadas. Ele defendeu a construção de uma espécie de “centro do governo” para reunir e controlar os principais projetos, políticas e definição de índices e metas fixadas pelo Executivo.

Segundo Trombini, Mourão deixou clara a necessidade de disciplina fiscal, priorização de gastos e a Reforma Tributária. Para o vice-presidente a regulamentação excessiva dificulta o empreendedorismo. Ele defendeu uma maior interação com a sociedade para conhecer as prioridades e manter as relações baseadas na confiança e em transparência.

O país, afirmou, precisa se voltar para outros modais, além do rodoviário, que foram esquecidos ao longo do tempo. Ele acredita que o país possui engenharia para isto e diz que está é a visão do governo Bolsonaro: compromisso com a Democracia, a Justiça e a liberdade. Que é hora de todos se unirem para que o país possa progredir e se libertar de suas amarras.

Mourão disse que empreiteiras brasileiras cometeram “erros” no passado, mas precisam voltar a atuar no país. “Vamos apagar o que ficou e recuperar nossas empresas”, disse. “Vamos voltar a ter orgulho de sermos brasileiros. Deixar de ser o país do futuro e entrar nesse futuro.”

Os representantes dessas entidades questionaram Mourão sobre como habilitar as empresas para futuras PPP e qual a ampliação de recursos para suportá-las; o aumento dos investimentos públicos e respeito à segurança jurídica e a diretriz do novo governo para melhor contratação por parte do governo.

O vice-presidente ratificou que é preciso passar pelo Congresso a desvinculação do orçamento e que as linhas de crédito têm que ser abertas para as empresas via BNDES ou com recursos internacionais; que os atores que fazem o controle devem entender a regulamentação e os controles precisam ser proativos e não reativos. Problemas em obras precisam ser discutidos dentro da obra e não depois de entregue.

O evento foi apoiado por diversas entidades, entre elas o sistema Confea/Crea e Mútua, Crea-DF, ABCE (Associação Brasileira de Consultores de Engenharia), Sinduscon (Sindicato da Indústria de Construção Civil), SINDRATAR-SP, Brasinfra (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura), Aneinfra (Associação Nacional dos Analistas e Especialista em Infraestrutura) e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

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