Congresso & Expo ABRAFAC 2018: “Desafie seus fornecedores”, instigou Jagadish N. Naik

Diretor de Smart Buildings na Honeywell participou de painel sobre o futuro do Facility

O segundo dia do Congresso & Expo ABRAFAC 2018, foi impactado pela riqueza de conhecimento oriundos das experiências compartilhadas pelos grandes nomes de relevância internacional que participaram.

Em um painel totalmente dedicado às principais tendências na área de Facilities para os próximos anos e as consequências disso, Jagadish N. Naik, da Índia, Diretor de Smart Buildings na Honeywell, e Duncan Waddell, uma das principais autoridades da profissão de Gerenciamento de Facilities da Austrália e presidente da Global FM, debateram sobre o novo perfil das mega cidades, a transformação dos edifícios e como essa questão gera oportunidades para o Facility. Veja, a seguir, um resumo especial sobre a palestra de Jagadish N. Naik!

Jagadish começou pontuando sobre as Smart Cities que, depois nos anos 90, foram impulsionadas quando as pessoas migraram para as grandes cidades, o que gerou sobrecarga no uso dos recursos e infraestrutura e fomentou a necessidade de evolução nas gestões.

Para o palestrante, uma das tendências tecnológicas em relação a gestão da população humana, é a conexão. “Todos querem estar conectados com algo, por isso, as construções estarão conectadas”, acrescentando que o Big Data também é uma aposta, afinal, nos últimos 2 anos, houve um grande acúmulo de dados relacionados sobre decisões e expectativas.

Cidade conectada

“Atualmente, toda cidade possui seu próprio departamento de energia, água, transporte, educação, de forma separada. Isso é ineficiente, não existe aprendizado entre um e o outro. No futuro, as Smart Cities vão reorganizar os serviços com gerenciamento cruzado e padronizado. Ser inteligente é isso, a interconexão entre todas as partes, ampliando a rapidez. Já trabalhei em projetos de Smart Cities e é isso que vejo acontecendo. Porém, é preciso levar em consideração o contexto geográfico das cidades”, afirmou Jagadish.

Para o diretor, é possível agregar valor de diversas formas. “Você pode debater melhorias sobre a energia elétrica, dados analíticos e estoques. São diversos casos em que a tecnologia pode auxiliar no aumento da eficiência. Em hospitais, existem casos de gerenciamento de medicamentos, da estadia de pacientes, da comunicação, entre outros. O importante é eles ficarem conectados com outros sistemas”.

Fluxo de trabalho mais enxuto

Jagadish assinalou que muitos Gestores de Facilities possuem dúvidas sobre o que devem fazer quando conseguem um orçamento para o setor em uma organização, mas perdem oportunidades de reflexão no que importa. “Acredito que poucas pessoas falam sobre a possibilidade de o Facility ser mais inteligente com os dados que possui, trazendo redução de custos e otimizando o fluxo de trabalho. Existe uma série de benefícios quando se melhora o fluxo de trabalho, oferecendo mais mobilidade e reduzindo processos”.

Para ele, as tendências tecnológicas estão transformando nosso meio ambiente. O setor de Facility oferece todo o suporte em locais como estádios, nas indústrias, hospitais, etc. “A produtividade das construções está caindo por causa de uma comunicação ineficiente. Utilizando o modelo de gestão BIM, é possível organizar e conquistar mais produtividade na construção”. O diretor ainda apontou que modelos de Workflow Apps trazem uma oportunidade de eliminar a burocracia do uso de papel e dinamizar o uso do tempo nas operações.

“É fato que existem muitas coisas que os Gestores precisam fazer. Por isso, desafiem seus fornecedores, perguntem se eles conseguem melhorar e otimizar os processos”, concluiu Jagadish.

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Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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