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Congresso & Expo ABRAFAC 2018: “Falar sobre diversidade nas empresas não é mais uma escolha”

Painel “Demografic Shift — Pessoas e Inclusão” apresentou importantes pontos de vista sobre diversidade e Facilities

Durante o primeiro dia do Congresso & Expo ABRAFAC 2018, foi realizado o painel “Demografic Shift — Pessoas e Inclusão”, com a participação de Andrea Cerqueira, Diretora de Diversidade da ABRAFAC e presidente do Grupo Mulheres no Facilities; Renata Andrade, Diretora de Técnica do Instituto Diversitas Soluções Inclusivas; Tabata Contri, consultora de inclusão de profissionais com deficiência e a primeira atriz cadeirante a fazer uma novela em nosso país; Raul Evangelista, Gerente de Projetos para Serviços de Infraestrutura na IBM; Andrea Braune, Gerente de Facilities na Dow Química e Natália Betto, Diretora Executiva da Happy Life.

Andrea Cerqueira abriu o painel alertando que falar sobre diversidade nas empresas não é mais uma escolha. “Precisamos falar agora do protagonismo do profissional de facilities sobre a questão. O conceito de inclusão tem a ver com todos, em oferecer condições para que cada pessoa tenha suas habilidades desenvolvidas na contribuição de um objetivo”.

Andrea Cerqueira, Diretora de Diversidade da ABRAFAC e presidente do Grupo Mulheres no Facilities.

A primeira palestra foi ministrada por Renata Andrade, acompanhada por um cão guia. Renata contou que é socializadora voluntária de cães e que essa situação pode ocorrer em qualquer empresa. “Quando vim pra cá, já tive um problema de acessibilidade, pois o taxista não gostou de uma pessoa que não tem deficiência visual ter um cão guia”.

Para Renata, quando falamos de empresas, todos entendem que o objetivo é o lucro. “Para se ter lucro é importante ter produtividade e, para se ter produtividade, o fator humano é fundamental na intenção de atingir o objetivo das empresas. Então pergunto: será que o Gestor de Facilities está fazendo o melhor que pode para contribuir nesse processo de lucratividade da empresa? Ele entende que as pessoas são um dos fatores primordiais?” 

Ambiente acessível para todos

A diretora explicou que quando se fala de desenvolvimento humano, esse trabalho é feito individualmente, porém dentro de um ambiente coletivo. Isso ocorre porque a principal fonte que gera aprendizado do cérebro para a evolução de bons profissionais, é a partir do ambiente. Os estímulos do local são processados pelo cérebro o que gera conhecimento e transforma o cérebro, inclusive no sentido físico.

Renata Andrade, Diretora de Técnica do Instituto Diversitas Soluções Inclusivas.

“Se quero pessoas mais dispostas, capazes, preciso de um ambiente preparado nas empresas. O facilities, ao cuidar do ambiente cuida, portanto, de cérebros. Porém, nenhum cérebro é igual ao outro, de acordo com a ciência”.

Para se ter um ambiente adequado, Renata indicou que é preciso então oferecer um local que reconheça e valorize essas diferenças. Isso porque, quanto mais diversidade humana, mais oportunidades de inovar. Afinal, são as diferenças que impulsionam a criatividade que gera a inovação.

“Quando se juntam várias pessoas pensando igual, os erros se repetem. Pessoas com repertório, pensamento, olhar, sentimento, vivências diferentes são importantes para um desenvolvimento social que atenda todos os objetivos. Daí, entra a necessidade da inclusão dentro do ambiente”.

O que é inclusão?

A especialista também explicou o real conceito de inclusão, deixando claro que não se trata apenas de trazer alguém de fora para dentro ou acolher grupos marginalizados. “Inclusão se trata de oferecer condições para que cada pessoa tenha suas necessidades atendidas. Dessa forma, ela possa desenvolver suas potencialidades e consiga contribuir, de acordo com suas possibilidades, para a comunidade que estão inseridas. Não se trata de assistencialismo, é uma mão de via dupla”.

Renata também sinalizou que é importante entender a diferença entre fragilidade x vulnerabilidade. “Algumas pessoas se encontram em situações vulneráveis. Elas podem ser fortes, mas estão expostas a uma determinada injustiça ou agressão. Fragilidade é aquilo que se quebra fácil, ou seja, são diferentes”.

Diversidade é inteligência

Para a palestrante, diversidade não se trata de gostar ou não. Ela sempre vai existir, a questão é como lidar com isso. “Além de respeitar, o que é básico de qualquer ser racional, é necessário desejar a diversidade como estratégia. Se você quer crescer, é imprescindível estar em contato com as diferenças. Por isso, é preciso ter um ambiente acessível, que vai além de rampa para cadeiras de rodas. O conceito de acessibilidade é garantir o acesso, o uso e a interação aos meios físicos, sociais e intelectuais, com autonomia, segurança e conforto para todas as pessoas. Quem precisa de acessibilidade? TODOS”.

Renata acrescentou que, pelo grande tempo que um profissional passa no ambiente de trabalho, esse local se torna essencial na vida das pessoas. “Se esse ambiente não oferecer acessibilidade, ele gera estresse. Essa situação atrapalha a aprendizagem. Se o facility não desenvolver locais inclusivos, isso afetará a produtividade de diversos grupos”.

Fique de olho em nosso blog para o resumo das outras palestras!

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Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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