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O Facilities e as diretrizes da acessibilidade nas empresas

Como e por onde o Gestor de Facilities deve começar uma transformação para a acessibilidade e inclusão nas organizações?

O painel chamado “Demografic Shift — Pessoas e Inclusão”, durante o primeiro dia do Congresso & Expo ABRAFAC 2018, expôs a necessidade e a oportunidade de o Gestor de Facilities transformar o ambiente da organização, oferecendo mais acessibilidade e criando ações que visam inclusão da diversidade no ambiente corporativo.

Anteriormente, contamos como foi a participação de Andrea Cerqueira, Diretora de Diversidade da ABRAFAC e presidente do Grupo Mulheres no Facilities e da Renata Andrade, Diretora de Técnica do Instituto Diversitas Soluções Inclusivas. Se perdeu, clique aqui e leia! Apresentamos uma síntese do que foi a inspiradora palestra da Tabata Contri, consultora de inclusão de profissionais com deficiência (leia aqui).

Além disso, mostramos também um resumo da palestra de Raul Evangelista, Gerente de Projetos para Serviços de Infraestrutura na IBM, sobre a inclusão e o respeito com os colaboradores de diferentes orientações sexuais e identidades de gêneros.

Renata Andrade durante o painel “Demografic Shift — Pessoas e Inclusão”.

Introduzindo a segunda fase do painel, Renata Andrade falou sobre a importância da questão sobre Acessibilidade e Inclusão sair do discurso e ganhar forma física na estrutura das empresas.

“O Gestor de Facilities tem muito trabalho, mas qual a direção que ele deve ir? Quando falamos de ambientes inclusivos, vem a dúvida de como gerenciar isso. Precisamos considerar algumas coisas, entre elas é que não se trata de apenas pensar no espaço físico”, explicou a diretora.

As 7 dimensões da Acessibilidade

Renata justificou que para uma transformação é necessário entender e seguir algumas dimensões da Acessibilidade:

  1. Arquitetônica: referente à acessibilidade estrutural em espaços e prédios públicos e privados.
  2. Atitudinal: sobre as questões culturais, preconceitos e estigmas.
  3. Comunicacional: que resolve os gargalos na comunicação interpessoal.
  4. Metodológica: aquela que identifica e resolve os obstáculos nos métodos, técnicas e processos de trabalho.
  5. Instrumental: que evita a exclusão no uso e adoção de ferramentas e instrumentos de trabalho.
  6. Programática: que soluciona os obstáculos invisíveis existentes em legislações, normas e regulamentos.
  7. Natural: que identifica as barreiras e obstáculos da natureza.

“Não é pensar apenas no espaço físico. Existe a acessibilidade Arquitetônica, que já estamos acostumados e se reflete no meio físico, mas também existe a acessibilidade Instrumental, que é sobre a oferta das ferramentas de trabalho acessíveis. Além disso, existe a acessibilidade Comunicacional, que é o acesso a todo tipo de comunicação, desde oral, digital, passando pela que é impressa, a via telefone, entre outras”.

Renata ponderou que a Metodológica, está relacionada aos métodos, processo e fluxos utilizados pelo Facilities em setores como de segurança, recepção. A Atitudinal é mais do que “boa vontade” de fazer acontecer, é buscar o conhecimento e educação sobre como fazer da melhor maneira. Enquanto isso, a Natural trata de bosques, jardins e todos espaços relacionados à natureza dentro da empresa, envolvendo ou não a mão humana. “Elas não são isoladas. Esses tipos de acessibilidade se cruzam e todas são importantes.”

Desenho Universal

Renata apontou que para promover essas ações de acessibilidade, é necessária a abordagem do Desenho Universal. “Pela nossa legislação, ela é obrigatória na hora de construir, implementar, gerir, a acessibilidade em qualquer dimensão. O Desenho Universal surgiu na década de 70 e evoluiu. Atualmente, consiste em conceito, diretrizes e métodos bem definidos. No Brasil, ainda não temos formação educacional para essa questão, porém, as informações sobre o Desenho Universal estão disponíveis para implantação”.

A participante do painel afirmou que o Desenho Universal tem como conceito promover ambientes, produtos e serviços de forma que não tenham barreiras da participação de ninguém e que acolham os mais diversos indivíduos. “Ele é um método possível, mas requer uma mudança de mindset”.

Fique de olho em nosso blog para o resumo das outras palestras!

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Ivan Monteiro

Colunista do blog da ABRAFAC, Ivan Monteiro é jornalista com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais.
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