Congresso & Expo ABRAFAC: “O desafio é usar o BIM com o que virá depois”

Alessandro Marchetti, Gerente da eFM para América Latina, demonstra a importância da plataforma no planejamento, na construção e gestão da obra

Com assuntos de grande relevância para os profissionais do setor de Facilities, o 12º Congresso & Expo ABRAFAC 2017, que ocorreu nos dias 4 e 5 de outubro de 2017, no Tivoli Mofarrej Hotel, em São Paulo, apresentou painéis de elevado nível informativo. Um desses foi ministrado por Alessandro Marchetti, Gerente da eFM para América Latina.

Palestrando sobre “Aplicação de BIM como ferramenta de suporte aos Serviços e de gestão de Facilities”, Alessandro abordou a importância de utilizar o BIM, mesmo com vários desafios encontrados durante seu processo de implantação. “O BIM é uma tecnologia, uma filosofia de modelagem para resolver, o quanto antes, os problemas do Facilities”.

O palestrante afirmou que o sistema BIM usado há 6 anos, bem implantado, pode ter resultados excepcionais nas três fases de uma obra: Fase do projeto,
Fase de Construção, Fase de Gestão. “O BIM atua com a inteligência certa para adequar vantagens”.

Alessandro identificou o BIM como uma plataforma integrada. “Um jeito de modelar, que permite comunicar uma base de dados físicos, com uma quantidade de informação sobre um patrimônio, com plataformas de gestão do próprio patrimônio e interagir com os dados externos que chegam o tempo todo”. O BIM também é responsável por ajudar na automação predial.

Primeira fase: Projeto

Usado na fase inicial, o BIM passa todas as informações para os projetistas referentes ao que será feito. Questões de elevadores ou qualquer outra coisa.

Alessandro diz que esse momento é crucial para uma boa implantação do BIM, pois ele assume toda a parte do custo total que será usado no geral. “O desafio aqui em usar o BIM é comunicar essa primeira fase com o que virá depois. Misturando os dois momentos, é possível ter resultados que mesclem qualidade e eficiência”.

Segunda fase: Construção

Segundo o especialista, as informações do projeto serão aumentadas nessa fase com tudo que será usado para o andamento do processo, sendo possível encontrar marcas e tipos de equipamentos que serão usados. “O BIM fica na vida útil de um prédio até a sua demolição”.

Alessandro deu exemplo do uso prático do BIM em um dos maiores hospitais da Turquia. Lá, baseando no modelo BIM, foi feitas simulações sobre os serviços oferecidos, como limpeza, alimentação e passagem de visitantes. A ideia, segundo ele, era verificar potenciais interferências entre os serviços e possíveis saturações de capacidade física do hospital com o cotidiano dos serviços.

“Com essas simulações, percebemos que, para manter um nível de serviços médicos em uma das torres, era necessário um elevador. Passamos isso para o projetista e ele realizou o serviço necessário, que não foi fácil, mas era preciso”, conclui.

Na fase de construção da obra, a implantação é como uma gestão no canteiro de obras. “O modelo restitui tudo que faz parte da obra como prazos, ferramentas usadas, obrigações normativas, etc. Até o final da obra, não é preciso fazer um levantamento sobre a obra. Afinal, o BIM nasceu junto com a obra”.

Durante a construção, é importante definir informações que são básicas para a execução do serviço. No final dessa fase, têm-se as especificações técnicas definitivas, que serão trabalhadas na próxima fase.

Terceira fase: Gestão

Na fase da gestão, as informações obtidas até agora, serão mantidas e o modelo BIM é atualizado com novas informações. E tudo que acontecer agora será mantido no banco de dados, para sempre contribuir com a qualidade dos serviços. “Sejam documentos, serviços e novas necessidades. O sistema de automação predial vai informar sobre a necessidade de operações e manutenção para o BIM”.

Alessandro esclarece que a plataforma é o ponto de encontro entre o físico e o virtual, trabalhando de forma unificada com sistemas de gestão.

 

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